valorização de imóveis valorização de imóveis

Saiba como avaliar a valorização de imóveis e negociar com seu cliente

9 minutos para ler

Assim como em outros setores da economia, o mercado imobiliário sente os impactos da oscilação financeira nacional. Esse é um dos principais aspectos responsáveis pela valorização de imóveis ou pela queda nos seus preços. No entanto, existem outros fatores que determinam as cifras de um patrimônio e as empresas imobiliárias precisam conhecê-los bem.

Para esclarecer esse assunto, mostraremos neste artigo como avaliar a valorização de imóveis. Assim, será mais fácil fazer bons negócios com os clientes. Acompanhe!

Por que ficar atento aos valores dos imóveis?

A valorização está embasada em um tripé composto pelo custo, qualidade e a utilidade de um patrimônio imobiliário. Podemos dizer que esse tripé tem uma base de sustentação a economia do país.

Para tentar entender esse conjunto de fatores que regem os preços dos imóveis, desde 1975, a Fundação Instituto de Pesquisas Econômicas (FIPE) em parceria com o Zap (classificados de imóveis) criou o índice Fipe-Zap. Esse é o indicador mais respeitado do mercado imobiliário.

Durante a sua existência, o Fipe-Zap registrou períodos em que o valor médio dos imóveis subiu, permaneceu estável ou caiu. Porém, desde 2008, a valorização das moradias sofreu mudanças drásticas e repentinas.

Em um artigo do site de notícias G1, foi apresentado um estudo feito pelo Banco de Compensações Internacionais (BID) que apontou a margem de valorização dos imóveis brasileiros em 20% ao ano entre 2008 e 2011.

Esse ritmo de otimismo se manteve até o ano de 2013 quando a crise na economia brasileira “bateu à porta” do setor imobiliário. Como resultado, em 2015, houve uma queda na valorização de imóveis iniciando um período de incertezas e muita instabilidade. Atualmente, o mercado imobiliário está aos poucos recuperando o “fôlego”.

Por que fizemos esse breve resumo histórico? Queremos mostrar a íntima relação entre valorização imobiliária e economia. Além disso, ressaltar a importância de ficar atento as tendências financeiras para entender o valor real de um imóvel. Do contrário, a imobiliária pode arcar com grandes prejuízos.

Para entender melhor esse raciocínio, daremos um exemplo. Durante o ápice da crise econômica, a população ficou com medo de investir dinheiro em imóveis. Para evitar o aumento da inadimplência, os bancos que concedem financiamentos elevaram as taxas de juros e restringiram o acesso ao crédito.

Diante disso, o número de lançamentos imobiliários caiu e muitas unidades novas ficaram empacadas. Para não sofrer grandes prejuízos, muitas imobiliárias entenderam que era hora de baixar preços e oferecer descontos.

O foco passou a ser o comprador que tinha feito uma reserva financeira para comprar um imóvel à vista ou dar um bom valor de entrada. Ambos os lados saiam ganhando, a empresa que repassou o imóvel e o comprador que economizou dinheiro. Em resumo, economia e valorização andam de mãos dadas.

Como saber o preço de uma moradia?

Porém, o que dizer de épocas em que a economia está estável? O que determina a valorização de imóveis? Nós já citamos o tripé da valorização como algo que influencia muito no preço da moradia. Contudo, há fatores subjetivos que também regem esse valor. Vejamos alguns deles.

Localização

Sem dúvida, a localização pesa bastante no percentual do preço do imóvel. Pode acontecer de duas moradias localizadas em ruas diferentes, mas no mesmo bairro, sofrerem elevações distintas de valores. No geral, no fator localização, a valorização depende dos arredores da residência ou do apelo da região.

No primeiro aspecto, leva-se em conta a segurança, o índice de criminalidade, o saneamento básico e o acesso a serviços de saúde e educação. Outro fator é a proximidade com um forte centro comercial, uma metrópole ou importantes vias de acesso.

Quando o imóvel tem uma boa acessibilidade a aeroportos, estações de metrô e terminais rodoviários, o seu preço também tende a subir. Já o segundo item: o apelo, refere-se à identidade da região. Como assim? Imagine uma pequena cidade turística localizada na região serrana de um estado. O atrativo desse lugar é o contato com a natureza.

É claro que não haverá nessa cidade um grande centro comercial com uma infinidade de serviços como em uma metrópole. Mesmo assim, os imóveis dessa região podem ter uma valorização superior aos de um local urbano. Pois, o que determina o preço é o prazer de viver em contato com a natureza — o diferencial do lugar.

Algo parecido acontece com imóveis endereçados em regiões que abrigam universidades e outros centros de referência como os modernos parques tecnológicos. Não fica difícil saber por que essas moradias sempre valorizam.

Afinal, são localidades com uma grande movimentação de pessoas. Sendo assim, a procura por imóveis para locação é muito grande. Quem adquire uma dessas moradias, tem a garantia de um retorno mensal sobre o investimento.

Características do imóvel

Esse quesito é bem abrangente. A valorização por causa dos atributos de um imóvel varia de acordo com a finalidade dele. Caso seja para fins residenciais, o número de cômodos e a metragem total do imóvel pesa muito no preço final. Também alguns diferenciais, como:

  • varanda;
  • área de convivência;
  • piscina;
  • playground;
  • vaga de garagem etc.

Podemos incluir nesse item também o tipo de imóvel:

  • apartamento padrão, duplex ou triplex;
  • casa de dois ou mais pavimentos;
  • loft em um condomínio.

Por outro lado, quando uma propriedade é voltada para comércio, aspectos como o tamanho do espaço interno livre e a existência de cômodos para depósito e cozinha fazem a diferença na valorização.

Acabamento

A beleza do imóvel está no seu acabamento. Algumas imobiliárias conseguem negociar preços mais altos com os clientes por causa da qualidade dessa finalização dos ambientes. Dependendo do trabalho realizado, a propriedade tornar-se uma verdadeira obra de arte.

Para atingir esse nível de valorização, as paredes, a pintura, as instalações e o piso, devem estar impecáveis. O material utilizado na construção deve ser durável e bonito. Alguns imóveis têm granito, porcelanato e madeira em diversos ambientes. Além disso, a decoração de interiores inclui objetos que tem uma vida-longa útil.

No caso de imóveis mobiliados, os itens internos revelam o preço final da residência. Quando os móveis são planejados de acordo com o tamanho e a finalidade dos ambientes, o imóvel agrega valor. O mesmo ocorre com o material usado na fabricação da mobília.

Por exemplo, peças feitas com madeiras certificadas, móveis cobertos com laminado, laca ou vidro, dão um toque elegante ao cômodo. São esses detalhes que no fim podem ajudar a imobiliária a valorizar um imóvel perante o cliente.

O que fazer para aumentar o preço do imóvel?

Apesar dos impactos dos aspectos citados no tópico anterior, a imobiliária ou o proprietário pode realizar algumas ações para valorizar ainda mais o imóvel. O que pode ser feito? Confira a seguir!

Mantenha a manutenção em dia

O estado de conservação é muito importante, pois agrega valor mesmo que o imóvel não seja novo. Para isso, é necessário fazer a manutenção do sistema hidráulico e elétrico. Sem essa prática, a moradia começa a apresentar curtos-circuitos, o mal funcionamento de lâmpadas, interruptores, além de entupimentos e vazamentos que causam manchas nas paredes internas.

Por outro lado, o piso e os azulejos devem estar livres de rachaduras e marcas de desgaste. O mesmo cuidado se estende a pintura interna e externa do imóvel. Uma vez que, paredes cobertas por tinta velha, descascando ou mal pintadas, revelam a ausência de capricho pela conservação da moradia.

Há ainda um aspecto que é fundamental para a valorização do imóvel: o estado físico do telhado. Quando apresenta defeitos, além de ocasionar infiltrações, tira a beleza estética da moradia reduzindo o seu preço.

Limpeza e organização

Em muitos casos, o imóvel que está a venda ou disponível para alugar encontra-se sem morador. Sendo assim, é muito fácil esquecer da limpeza e da organização dos ambientes internos e, se for aplicável, da área externa.

Em moradias não mobiliadas, uma boa limpeza semanal nos cômodos é suficiente. Entretanto, quando há mobília, a faxina precisa ser feita, pelo menos, duas vezes por semana para evitar o acúmulo de poeira e mofo.

O cuidado precisa ser redobrado se o imóvel tem piscina, área para churrasco, gramados e jardins. Todos esses espaços podem valorizar como desvalorizar a moradia. Para evitar uma má impressão, mantenha a piscina vazia e limpa, a área de convivência organizada e os jardins e gramados aparados.

Divulgação eficiente

Cumprindo os itens anteriores, fica mais fácil elevar o preço do imóvel no momento da divulgação. No entanto, o modo como uma moradia é anunciada também faz uma grande diferença. Por exemplo, as fotos que mostram detalhes do imóvel não podem ser turvas ou de baixa qualidade.

Caso isso aconteça, a beleza da moradia será escondida e os compradores não ficarão atraídos pela oferta. Para valorizar a divulgação do imóvel, o ideal é utilizar as fotos em 360º. Essa tecnologia capta imagens com alta resolução.

Elas ajudam o comprador a sentir-se dentro do imóvel mesmo visitando os ambientes virtualmente. Com isso, fica fácil apresentar os diferenciais da moradia e toda a elegância do designe de interiores. Como resultado, o cliente pode se encantar e decidir fechar logo o negócio.

Enfim, saber avaliar a valorização de imóveis é um dos segredos do sucesso das grandes imobiliárias. Como vimos, basta ficar atento a economia e a fatores importantes para lucrar nesse mercado.

Gostou de entender como mensurar a valorização de imóveis? Conhece mais alguma dica eficiente? Compartilhe o seu comentário. Queremos muito ouvir você!

Posts relacionados

Deixe uma resposta